Análises e calculadora de Tesouro Direto

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Calculeira para decidir no que investir e o que resgatar no Tesouro Direto

A escolha do título ideal para investir no Tesouro Direto não é simples. Os cursos oficiais do Tesouro Direto indicam o caminho. A Calculeira apresenta os retornos com base em cenário, sem deixar de destacar os riscos.

Todo o trabalho é feito com base nas características dos títulos e nas perspectivas de mercado (publicadas pelo Banco Central em https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus). Repetimos a inflação e a Selic do último ano da publicação para todos os anos seguintes.

Calculam-se os retornos até o vencimento e também para vendas antecipadas, que geralmente apresentam os melhores resultados. Para isso, estima-se a taxa de juros a cada mês com base na projeção de Selic ou taxa de juros ‘real’ (Selic descontada inflação) para seu vencimento. Adotamos uma projeção linear. Consideramos que Prefixados atingirão Selic e Pós-fixados atingirão taxa de juros ‘real’. Para a taxa de juros incremental do Tesouro Selic (normalmente entre 0,02% e 0,06%), consideramos que a curva atual será mantida. A taxa Selic utilizada para cálculos é a Selic Over, 0,10% menor que a Meta Selic.

É possível comparar os resultados com a calculadora oficial. Como a calculadora oficial tem alguns erros, nós indicamos as diferenças e oferecemos também a seção comparar calculadoras. Veja vários conteúdos e análises também no nosso instagram @calculeira. Ative as notificações para acompanhar tudo.

curso oficial

Calculeira de retorno-risco no Tesouro Direto

Nem sempre o melhor retorno previsto é a melhor opção de investimento. Nem sempre um título em carteira com baixa perspectiva de retorno deve ser substituído. O Módulo 2 apresenta algumas situações e calculamos oportunidades por aqui.

Quando os juros sobem, todos os preços de títulos do Tesouro Direto caem, menos Tesouro Selic. Investimentos em Selic são atrativos quando há perspectiva de subida de juros. Também é importante notar a diferença de taxas entre Tesouro Selic e o título que mais se aproxima dele, um Tesouro Prefixado de prazo parecido.

O Módulo 2 do Curso do Tesouro Direto traz mais detalhes e indica que a sensibilidade a mudanças de taxas é maior para títulos de prazo mais longo. Quando a taxa de juros tem pouco espaço para cair e muito para subir, deve-se dar preferência a títulos de prazo menor, mas este julgamento cabe ao investidor.

Na Calculeira, além de classificarmos os títulos à venda a partir do melhor retorno esperado, identificamos oportunidades para obter retornos menores, mas que compensam pelo aspecto sensibilidade-risco.

palavra resgatar

Decisão do que e quanto resgatar requer muita calculeira

A "olho nu" já dá para desconfiar que manter investimentos em título que tem taxa baixa não faz sentido. O IPCA + para maio de 2019 chegou a apresentar taxas negativas pouco antes do seu vencimento (ver no link preços e taxas, na aba resgatar) enquanto a taxa de IPCA + para maio de 2024 ficou em torno de 4 % ao ano mais inflação.

Na hora de resgatar, seja para gerar caixa, seja para reinvestir em títulos mais atraentes, o investidor deve considerar toda sua carteira, isto é, cada investimento feito em cada título.

A avaliação é trabalhosa pois o investimento mais antigo de cada título é o primeiro a ser resgatado. Uma boa decisão de resgate deve considerar a pior situação rentabilidade-risco presente na carteira. O Imposto de Renda, que varia com o tempo de investimento, tem um papel relevante nestes cálculos.


máquina de calcular

Atenção aos erros da calculadora oficial

- no cálculo do Imposto de Renda: considera que o primeiro juros pagaria IR pró-rata;

- na taxa de custódia: considera que cobrança será no final do investimento e não semestralmente - um problema de planejamento financeiro com efeito na taxa de retorno, pois pagamentos exigidos mais cedo reduzem esta taxa;

- nos dias de funcionamento: a B3 não opera nos feriados da cidade de S. Paulo, na véspera do Natal e do Ano Novo.

A comparação dos resultados da Calculeira com os da calculadora oficial precisa considerar estes pontos. A Calculeira não apresenta estes erros.


reinvestimento automático

Investimento programado é um investimento no escuro

A comodidade de programar investimentos no Tesouro Direto antecipadamente implica em não avaliar as condições de mercado no dia do investimento. Quem programa aportes mensais está sujeito a investir em situações desfavoráveis da curva de juros, seja por mudanças no mercado, seja pela evolução que as taxas costumam apresentar com o tempo.

Mesmo se o investimento automático for em Tesouro Selic, vale fazer a avaliação da diferença de taxa entre este título, a inflação e o e Tesouro Prefixado no momento do investimento.

Enfim, a busca da melhor condição de retorno-risco depende da avaliação das informações do mercado do dia, o que é incompatível com o investimento automático.


gráfico histórico de cotações

Taxa de juros real evolui conforme vencimento se aproxima e movimento das taxas afetam resultados

À medida em que o vencimento de um título se aproxima, sua taxa de juros tende à Selic, ou Selic descontada inflação, como indica o histórico do IPCA+ e o estudo de todo o histórico oficial (exemplos disponíveis no big data).

As rápidas quedas de taxas proporcionaram grandes retornos no passado. Os maiores retornos líquidos registrados foram em IPCA+ e ficaram acima de 500% ao ano (por poucos dias). Valorização passou de 15% em 1 mês para IPCA+ 2024 e 2035 em períodos de 2006, 2012 e 2016. As subidas de taxa, por outro lado, provocam perdas em todos os títulos, menos Selic. Mesmo que o valor nominal do resgate esteja garantido, a subida das taxas de juros deve alertar o investidor: o motivo pode ser (geralmente é) aumento da inflação, que resulta em perda de poder de compra real.

Alcançar sempre as melhores taxas é impossível, mas é possível tomar melhores decisões de investimento (e resgate) entendendo o cenário econômico e comparando os retornos previstos com os riscos de cada título.


juros semestrais

Juros semestrais não são relevantes no Tesouro Direto

Desde que o Tesouro Nacional adotou liquidez diária para o Tesouro Direto em 2015 os juros semestrais perderam importância.

Títulos com juros semestrais podem ser interessantes por causa de suas taxas e perspectivas de retorno. Geralmente esta perspectiva de retorno é mais baixa por causa do imposto de renda dos primeiros juros "obrigatórios". O imposto para investidores institucionais é diferente e eles se beneficiam mais destes títulos.

Vale ficar atento e vale a calculeira.